Familiares e amigos de mulher estuprada em hospital fazem protesto; polícia pede prisão de suspeito

30/11/2020 22h36


Fonte G1 PI

Imagem: Raví Marques/ TV ClubeFamiliares e amigos da vítima realizaram o protesto para pressionar às autoridades.(Imagem:Raví Marques/ TV Clube)Familiares e amigos da vítima realizaram o protesto para pressionar às autoridades.

Familiares e amigos de uma mulher estuprada dentro de um hospital particular realizaram um protesto na tarde desta segunda-feira (30), no Centro de Teresina, pedindo justiça. O suspeito do crime é um enfermeiro que trabalhava no local e seria cunhado da vítima. A delegada Vilma Alves, responsável pelo caso, informou que já entrou com o pedido de prisão preventiva contra o profissional de saúde.

O crime aconteceu no final do mês de outubro. De acordo com a Delegacia da Mulher, o suspeito teria dopado a vítima e praticado o estupro na noite que a mulher estava no hospital acompanhando um paciente internado.

Ao G1, a organizadora do protesto, Beatriz Veras, informou que o objetivo é pressionar às autoridades para que se tomem as medidas cabíveis.

“Nós resolvemos se manifestar para pressionar às autoridades para entender porque está demorando tanto. Hoje está fazendo 30 dias que o crime ocorreu e ele está se protegendo com o laudo médico”, afirmou.

A delegada Vilma Alves confirmou o recebimento do laudo de sanidade mental entregue pelo advogado do suspeito. Mesmo assim, o pedido de prisão foi feito. “Nós o interrogamos e ele permaneceu calado. Depois, nós pedimos a prisão. Não é mais conosco, e sim com o Judiciário. Agora que já passou o período eleitoral, deve sair”, disse.

Entenda o caso
Imagem: Catarina Costa/ G1 PIVítima chegou a desmaiar durante o depoimento na Delegacia Especializada em Atendimento a Mulher, no Centro de Teresina. (Imagem:Catarina Costa/ G1 PI)Vítima chegou a desmaiar durante o depoimento na Delegacia Especializada em Atendimento a Mulher, no Centro de Teresina. 

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar um enfermeiro suspeito de estuprar a própria cunhada em um hospital particular da capital. A vítima passava a noite com o sogro, de 85 anos, quando a violência aconteceu.

De acordo com a polícia, o suspeito teria dado uma medicação para ela, dizendo ser "para relaxar". Mas a vítima ficou desacordada.

Quando recuperou a consciência, a vítima sentiu dor nas partes íntimas e suspeitou que havia sido violentada. A mulher procurou o Instituto de Medicina Legal (IML) para fazer o exame de corpo de delito, que confirmou o estupro. Em seguida, a vítima procurou a delegacia.

Após tomar conhecimento do caso, a administração do Hospital São Marcos, onde o crime ocorreu, comunicou que o enfermeiro foi afastado de suas funções.

Crime premeditado

O marido da vítima, que preferiu não se identificar, disse, em entrevista à TV Clube, que acredita que o crime foi premeditado. Para ele, o enfermeiro agiu para garantir que ficaria sozinho com a vítima no quarto onde o sogro dela estava internado.

“Minha esposa não ia passar a noite lá. Já tínhamos contratado uma pessoa para acompanhar meu pai nesta noite, que era a noite que ele estaria de plantão no hospital. Imediatamente quando soube disso, ele entrou em contato com minha esposa fazendo medo, terrorismo, dizendo que a pessoa que estava lá não era capacitada", relatou.

Após afastar a pessoa que havia sido contratada pela família para passar a noite com o paciente, o enfermeiro, segundo o marido da vítima, teria dito para a enfermeira responsável por administrar medicamentos não entrar no quarto durante a noite.

"Ele foi no centro de enfermagem, encostou na enfermeira, na técnica lá, e disse assim: olha, o velhinho não gosta de ser incomodado. Me dê todos os medicamentos, soros que têm que ser aplicado durante a noite que vou aplicar. Não precisa você ir. E nisso a enfermeira levou os medicamentos, os soros, deixou lá, conforme ele planejou”, afirmou.

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Tópicos: crime, mulher, enfermeiro