Após um ano do ouro, Sarah se volta para bicampeonato olímpico
02/08/2013 11h49Fonte G1 PI
Um ano após conquistar a medalha de ouro nos Jogos de Londres e repetir, por inúmeras vezes, que o momento não era para se pensar em uma nova olimpíada e, sim de “aproveitar a medalha”; Sarah Menezes não esconde mais o desejo de conquistar o biolímpico. Juntamente com o treinador, Expedito Falcão, a judoca decidiu iniciar o ciclo, ainda que discretamente. Nas últimas competições, além de aproveitar para se adaptar às novas regras, a piauiense reencontrou antigas adversárias e conheceu aquelas que possivelmente terá pela frente nos Jogos do Rio em 2016.Como prévia-olímpica, Sarah voltou seu foco para o Mundial de Judô, que também acontece na Cidade Maravilha, neste mês. Para Expedito Falcão, a competição é mais do que a oportunidade da judoca conquistar um título inédito: servirá também como janela para as observações sobre ela até 2016.
"O nosso planejamento é colocar a Sarah como líder. Neste ciclo, começaram a aparecer novas judocas, como as duas mongóis. Tem também as que a Sarah sempre tem dificuldades em lutar, como a húngara, a belga, as japonesas e as cubanas. Estas são as que a gente foca na preparação e no estilo de luta de cada uma, pois vamos encontrá-las constantemente, principalmente no Mundial", explica o treinador.
Sarah é a única judoca do país a ser campeã olímpica e bicampeã júnior, mas o título Mundial sênior ainda está engasgado. Nas duas vezes em que disputou competição, voltou com a medalha de prata. Com isso, o Mundial em agosto no Rio de Janeiro acumula mais importância e significados sobre o ano ‘pós-ouro’ em Londres e ‘pré-ouro’ no Rio.
"As Olimpíadas é um evento diferenciado. É muito difícil entrar um atleta que veio ‘do nada’ para surpreender e ser campeão. O atleta tem que rodar o mundo, ranquear e estar sempre no pódio. Pode acontecer de aparecer, mas só se for uma zebra muito grande. Mas pensando com os pés no chão, o nosso planejamento é que, se tudo correr normal, ela será a atleta do Brasil nas Olimpíadas. E, no Rio, diferente do que foi em Londres, quando planejamos apenas que ela fosse apenas medalhista, nós queremos que ela seja campeã. Em 2016, ela estará no auge de sua maturidade técnica e psicológica para manter seu posto", analisa Expedito Falcão.
Com o projeto olímpico em prática, o treinador não deixou de revelar o estudo sobre as adversárias de Sarah. Dentro e fora do Brasil, a judoca tem muitas pretendentes a ocupar o lugar seu mais alto do pódio na próxima olimpíada. (Veja quem são as principais rivais de Sarah Menezes no infográfico abaixo).
"Se a Sarah conquistar o ouro no Mundial, será a confirmação de que estamos no caminho certo e que não será por acaso que ela pode se tornar bicampeã olímpica", exalta Expedito.
O caminho para o mundial e seus primeiros passos
Desde que emocionou o Brasil com a medalha de ouro conquistada nas Olimpíadas de Londres há um ano, Sarah Menezes viu sua vida se transformar completamente. Na prática, entre a rotina de treinos e holofotes, a judoca só pôde mergulhar novamente nas competições nós últimos seis meses.
Depois das ‘férias’ tiradas após a medalha, a piauiense voltou aos tatames em fevereiro deste ano, sentindo a distância dos treinos no pódio: quinto lugar no Grand Slam de Paris. Apesar de reconhecer que a judoca enfrentaria dificuldade, Expedito Falcão afirmou: havia a necessidade de colocá-la para competir naquela ocasião.
"Em Paris, ela não foi bem, mas nós já sabíamos que isso iria acontecer. Mas a Sarah decidiu que iria competir porque era o início das novas regras e, então, era necessário estar ali. O resultado não foi bom, mas foi positivo pela imersão dela nessa nova realidade do judô", avalia o técnico.
De lá para cá, mudanças. A judoca de ouro do Brasil mostrou evolução provada no ranking mundial, onde ocupa atualmente o posto de melhor do mundo, com distância considerável em relação às demais. Em abril, embora não estivesse em plena forma, o resultado que provou que ela estava se adaptando bem às novas regras do esporte: ouro no Pan-Americano de Judô, disputado na Costa Rica.
"No Pan, foi bem duro, pois tinha a argentina (Paulo Pareto), a cubana (Dayaris Mestre) e uma outra cubana nova que está chegando (Maria Celia Laborde). Então, achamos que a Sarah seria medalhista, mas não esperávamos a medalha de ouro. Ela surpreendeu a todos saindo campeã", conta Expedito.
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