Análise: Fluminense conquista primeiro objetivo do ano e tem bom presságio para 2026

09/02/2026 09h24


Fonte ge

O Fluminense conquistou, na noite do último domingo, o título que simboliza o melhor início de temporada entre os grandes do Rio. O time de Luis Zubeldía enfrentou o Maricá, venceu por 1 a 0, mas já entrou em campo campeão por conta de resultados paralelos.

Há quem desdenhe da conquista, mas ela afasta algumas inseguranças do torcedor em relação à competitividade para o ano de 2026, além de servir como um teste nessa temporada atípica, que irá de janeiro a dezembro.

Dos seis jogos, foram cinco vitórias (duas delas sobre Flamengo e Botafogo) e apenas uma derrota. O time terminou a primeira fase com 15 pontos em seis jogos e 83% de aproveitamento, dois deles com a mescla de jogadores reservas e do sub-20.

Ou seja, por mais irrelevante que possa parecer, o primeiro objetivo foi atingido. Para além da simbologia da taça, esse primeiro recorte se mostrou importante para avaliar quem chegou, quem ficou, quem saiu e quem ainda precisa chegar.
Imagem: MARINA GARCIA / FLUMINENSE F.C.Jogadores do Fluminense erguem da Taça Guanabara.(Imagem:MARINA GARCIA / FLUMINENSE F.C.)Jogadores do Fluminense erguem da Taça Guanabara.

Dos que desembarcaram no Rio, por exemplo, Jemmes e Arana mostraram que podem elevar o nível de suas respectivas posições. Diante da dúvida, John Kennedy, que há tempos correspondia à expectativa, foi um dos principais nomes, voltando a marcar gols, decidindo jogos e com postura de quem quer se consolidar em uma posição que o clube está prestes a investir bem e contratar.

Outro motivo do Fluminense era o de avaliar o elenco e tomar decisões. E assim, Lelê, Keno, Everaldo e Lima deixaram o clube, emprestados.

Talvez em representatividade, realmente, a Taça Guanabara não seja tão importante, mas ela serviu para que algumas dúvidas fossem sanadas. E convicções ainda mais esclarecidas, como a do centroavante. Há apenas John Kennedy, que voltou a assumir a camisa 9, na posição - Cano está em reta final de recuperação. A pressa começa a bater na porta, afinal, estamos com quase um mês de temporada completos.

Time que entrou em campo contra o Maricá: Fábio; Guga, Ignácio, Jemmes e Guilherme Arana; Otávio, Martinelli e Ganso; Savarino, Serna e John Kennedy.
Imagem: Marcelo Gonçalves/FluminenseJogadores do Fluminense contra o Maricá.(Imagem: Marcelo Gonçalves/Fluminense)Jogadores do Fluminense contra o Maricá.

O jogo em si acabou ficando em segundo plano. O clima parecia ser de "fim de festa". O Fluminense é e foi superior ao Maricá e, se forçasse um pouco mais, poderia converter a superioridade em chances mais claras e, por consequência, em gols.

O time não sofreu perigo e praticamente jogou do meio para a frente, com destaque para boa participação de Otávio, se arriscando em passes mais profundos, Ganso, como um "10" tradicional, tentando encontrar soluções no meio e Guilherme Arana, que teve liberdade para contribuir no ataque, cruzar e finalizar.

Apesar do destaque para os três, saiu de Lucho Acosta (mais uma vez) a jogada do gol marcado por Serna, no decorrer do segundo tempo. O colombiano, inclusive, foi testado na função de "falso 9" e fez o que precisava ser feito. Depois ainda, Matheus Reis foi colocado na posição e teve duas chances, mas não as converteu.

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Enfim, o que fica do encerramento da Taça Guanabara é o bom presságio para 2026. O início de ano começou com desconfiança após a eliminação na semifinal da Copa do Brasil em dezembro, mas faz o torcedor voltar a confiar que pode, com o amadurecimento do time no decorrer da temporada, pensar alto. Até porque dois concorrentes aos postos mais altos ficaram pelo caminho do Flu nesse início de ano.

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