Sarah lesiona mão e espera resultado de exame para seguir treino no Japão

30/11/2013 12h17


Fonte G1 PI

Imagem: Divulgação / IJFClique para ampliarSarah Menezes terminou ano com sete competições.(Imagem:Divulgação / IJF)Sarah Menezes terminou ano com sete competições.

A piauiense Sarah Menezes encerrou o ano de 2013 com a medalha de bronze no Grand Slam de Tóquio, no Japão. Após sair do tatame, a judoca avaliou a temporada e também os machucados, principalmente a luxação na mão. Com aproveitamento total na temporada, a judoca ressaltou as conquistas. Por outro lado, prevê mais dificuldades no próximo ano com as novas regras do judô. Ainda no Japão, Sarah participa do treinamento de campo com a seleção brasileira e retorna no próximo dia 7 de dezembro a Teresina (PI). Antes, aguarda resultados dos exames para avaliar a sequência de treinamentos.

Sofrendo com o fuso horário – que fez a atleta dormir três horas por noite – e com o frio, Sarah se preocupa somente com a luxação na mão, lesão que mais incomoda a atleta. Dores necessárias para quem conseguiu passar por sua sétima competição no ano trazendo títulos para o país.

Foram dois ouros em 2013, no Pan-Americano em San Jose, na Costa Rica, e no Grand Slam de Moscou. As duas pratas vieram no World Master Tyumen, na Rússia, e no Mundial Militar do Cazaquistão. Os três bronzes, que ajudaram a atleta a se manter no topo do ranking mundial, vieram no Grand Slam de Paris no início do ano, no Mundial do Rio de Janeiro e agora em Tóquio.

- Ganhar uma medalha é sempre muito bom, empolga a gente. Ruim é não receber nada. As pessoas acham muito fácil e normal isso de mim (subir ao pódio). Mas não é – desabafou Sarah.

No berço do judô, a competição que antes levava o nome de Copa Jigoro Kano em homenagem ao criador da modalidade, o primeiro dia foi dominados pelas japonesas. Na sua trajetória em Tóquio, a queda para a nipônica Ami Kondo nas semifinais revelou a renovação existente na seleção oriental.

O bronze veio na luta sem adversária, a russa Kristina Rumyantseva, que não conseguiu voltar ao tatame com lesões no tornozelo e sentiu um incômodo nas costelas. E se as pessoas acham estranho o amplo domínio para o lado japonês, Sarah lançou o desafio:

- Aqui só tem faixa branca e faixa preta. Experimente pegar com um atleta adulto faixa branca para sentir o nível – brincou a judoca.

Fim de competição, fim da temporada também para os atletas brasileiros. Mas isso não significa que o esforço vai ser menor. Durante o Grand Slam, foram apresentados aos atletas mais uma lista de modificações das regras que ficam mais rígidas para os anos decisivos do ranqueamento olímpico para a Rio 2016.

- Agora vai ser bem diferente, tem mudanças na pesagem, nas imobilizações, além de diminuir o número de shidôs (advertências) durante a luta e o tempo de disputa do feminino que cai para quatro minutos, uma série de mudanças – revelou a atleta.

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