Retorno do Roupa Nova ao Rock in Rio, após 35 anos, coroa a longevidade da música popular
11/02/2026 12h41Fonte G1 cultura
Imagem: Reprodução

A presença do nome do Roupa Nova entre as atrações divulgadas pelo Rock in Rio na noite de ontem, 10 de fevereiro, surpreendeu quem acompanha o histórico do festival realizado desde 1985. Embora seja o intérprete do tema ofical do Rock in Rio, o grupo carioca somente se apresentou no festival na edição de 1991.
Agora o longo jejum se aproxima do fim. Na edição de 2026, o sexteto vai se apresentar no Palco Sunset em 7 de setembro com show que terá como convidado ninguém menos do que Guilherme Arantes, um dos principais arquitetos do pop brasileiro das décadas de 1970 e 1980.
Essa volta do Roupa Nova ao Rock in Rio, 35 anos após o caloroso show da edição de 1991, coroa a longevidade desse grupo que completa 46 anos de vida em 2026 em plena atividade e com a agenda cheia.
Em 1991, o Roupa Nova já era importante e mereceu ter integrado o line-up do Rock in Rio por conta da sucessão de hits emplacados ao longo da década de 1980. Em 2026, a banda tem ainda maior importância por ter conseguido se manter em cena com fôlego, se apresentando com regularidade em grandes casas de shows – não raro, em arenas e ginásios – para um público fiel que tem se renovado.
O Roupa Nova ainda arrasta multidões para apresentações do grupo sem depender de ter um hit novo nas playlists. Os sucessos começaram a rarear a partir dos anos 2000, mas a reciclagem permanente do cancioneiro do grupo – que volta e meia ainda lança álbum ou EP com músicas inéditas, caso do recente EP “Nossas canções” (2026), lançado em 2 de janeiro – garante o fervor e a fidelidade do público nos shows. Nem a morte do vocalista e percussionista Paulinho (1952 – 2020) interrompeu essa trajetória singular de sucesso no mercado pop brasileiro.
Pela longa permanência do som popular romântico do sexteto na memória afetiva nacional, Cleberson Horsth (teclados e vocal), Kiko (Eurico Pereira da Silva Filho, violão, guitarra e vocal), Nando (Luiz Fernando Oliveira, baixo e vocal), Ricardo Feghali (teclados, violão, guitarra e vocal) e Serginho (Sérgio Herval Holanda de Lima, voz, bateria e vocal) – aos quais o vocalista Fábio Nestares se juntou oficialmente, a partir de junho de 2021, porque o show não podia parar com a saída de cena de Paulinho – merecem o prestígio de voltar ao Rock in Rio após 35 anos. Até porque o festival também vai se beneficiar com a presença do grupo no line-up do dia 7 de setembro, já que parte dos seguidores do Roupa Nova vai se mobilizar para ver o show.
Sem falar que o encontro do Roupa Nova com Guilherme Arantes resulta desde já emblemático por se insinuar como um tributo ao pop dos anos 1980. Tanto o grupo quanto o cantor também fazem rock. Mas o suprassumo do cancioneiro de ambos são as baladas apaixonadas, as canções que não raro alcançam a perfeição pop. E, por isso mesmo, tanto um como outro foram aqui e ali injustiçados pelas elites culturais (Arantes menos do que o Roupa Nova, diga-se) porque são artistas populares dos quais todo mundo gosta. E, se todo mundo gosta, tem sempre gente que se acha superior e minimiza o gosto popular.
Seria justo que, a partir dessa escalação para o Rock in Rio, tanto o Roupa Nova quanto Guilherme Arantes entrassem no circuito de festivais, eventos muitas vezes mais voltados para o hype do que para o gosto do público que compra ingressos.
Ambos merecem esse status, até porque, em um mercado musical cada vez mais volátil e fragmentado, são bem poucos os artistas que ultrapassam os 45 anos de carreira sem perder o interesse do público pela música que fazem.
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