Tribunal de Justiça e UFPI discutem parceria de enfrentamento à violência contra a mulher

31/01/2023 20h47


Fonte G1 PI

Imagem: Divulgação/TJ-PIReunião entre presidente do TJ-PI e reitor da UFPI em Teresina.(Imagem:Divulgação/TJ-PI)Reunião entre presidente do TJ-PI e reitor da UFPI em Teresina.

O presidente do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), desembargador Hilo de Almeida Sousa, e o reitor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Gilásio Guedes, se reuniram nesta terça-feira (31) para discutir a possibilidade de uma parceria para enfrentamento da violência contra a mulher após o estupro e assassinato da estudante Janaína Bezerra, de 22 anos, em uma sala da instituição durante calourada na madrugada do sábado (28).

Os órgãos, contudo, ainda não deram informações sobre como funcionará a parceria. Na ocasião, o presidente do TJ-PI lamentou o caso da estudante da Ufpi e afirmou que esse é o momento de procurar medidas combativas às violências contra a mulher.

“O Piauí e todo o Brasil ainda estão chocados. Mais que lamentar, é momento de buscarmos alternativas de ação, não só para garantir a punição severa a esse tipo de crime, mas de educação de toda a sociedade”,
disse o desembargador Hilo de Almeida.

O combate à violência contra a mulher também é uma reivindicação do corpo discente da UFPI. Na manhã desta terça, alguns estudantes e representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) ocuparam a reitoria da instituição pedindo posicionamento do reitor da instituição sobre o caso de Janaína Bezerra.

No entanto, parte dos manifestantes foi recebida pela reitora em exercício, por haver a informação de o reitor Gildásio Guedes estava afastado por questões de saúde, apesar dele ter comparecido à reunião com o presidente do TJ-PI.

Na reunião, Gildásio Guedes afirmou que está procurando outras parcerias para “dar resposta a esse crime absurdo”.

“A comunidade universitária ainda está em luto e estamos buscando providência. Amanhã [quarta-feira], vou me reunir com a Secretária Estadual da Mulher e nosso objetivo é enfrentar o problema de frente”, disse o reitor.

Enfrentamento à violência contra mulheres

O presidente do TJ-PI ressaltou que o enfrentamento à violência contra mulheres está, desde 2017, entre as prioridades definidas para a justiça brasileira nas Metas Nacionais para o Poder Judiciário em 2023.

Para isso, os tribunais têm o compromisso de priorizar o julgamento de processos relacionados ao feminicídio e à violência doméstica e familiar contra as mulheres.

“Só ano passado, o TJ-PI julgou 62 casos de feminicídio no estado e mais de 6 mil medidas protetivas solicitadas. São dados que chamam atenção para ações concretas de todas as instituições”, afirmou o desembargador Hilo de Almeida.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 1.341 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil em 2021, o que equivale a uma mulher morta por ser mulher a cada sete horas. No mesmo período, foram registrados 56.098 estupros de mulheres – uma menina ou mulher foi violentada a cada 10 minutos.

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