Sargento Mota é expulso pela PM e decisão será enviada para sanção do governo
25/02/2026 10h01Fonte G1 PI
Imagem: Reprodução
Sargento da PM é condenado a mais de 4 anos de prisão por furtar perfume em Teresina.
Sargento da PM é condenado a mais de 4 anos de prisão por furtar perfume em Teresina.A Polícia Militar do Piauí decidiu pela expulsão do sargento Avelar dos Reis Mota, conhecido como sargento Mota, dos quadros da corporação após infrações que envolvem a utilização da condição de militar para obter facilidades pessoais e por apropriação de bens particulares. Ele foi condenado a 4 anos, 2 meses e 12 dias de prisão por invadir uma residência e furtar um perfume em Teresina.
Ao g1, o corregedor da Polícia Militar, coronel Newmarcos Pessoa Basílio, informou que a decisão ainda será encaminhada para sanção do Governo do Piauí e que a defesa de Mota ainda poderá recorrer. O sargento segue na corporação em serviços internos até a conclusão do procedimento.
No documento, a polícia informou que a decisão ocorreu após infrações consideradas graves, incluindo o furto do perfume.
O advogado Otoniel Bisneto, que representa o sargento, afirmou ter sido informado sobre a decisão nessa quarta-feira (24) e que irá recorrer. Segundo ele, um colegiado formado por oficiais de segurança havia apontado a possibilidade de aposentadoria de Mota.
Condenação por furto de perfume
O sargento da Polícia Militar do Piauí, Avelar dos Reis Mota, conhecido como sargento Mota, foi condenado a 4 anos, 2 meses e 12 dias de prisão por invadir uma residência e furtar um perfume em Teresina. A condenação foi decidida no dia 15 de outubro pela Vara da Justiça Militar de Teresina.
O crime ocorreu em fevereiro de 2023. Segundo a Justiça, o sargento usou uma chave falsa para entrar na casa. A defesa do réu afirmou que faltou perícia para verificar a veracidade das provas apresentadas.
O furto foi no dia 15 de fevereiro de 2023, por volta das 16h, no bairro Areias, Zona Sul de Teresina. Na ocasião, o sargento estava escalado para trabalhar no bairro Promorar, mas foi até a casa da vítima, com o cabo Wellington da Silva, que dirigia a viatura.
Segundo o processo, o sargento entrou na casa, que ainda estava em construção, sem autorização e sem mandado judicial. Ele usou uma chave falsa e furtou um perfume. Ao sair, tentou danificar a câmera de segurança. Como não conseguiu, cortou os fios de energia.
Em julho de 2023, outra viatura foi até o local. A vítima contou que um policial encapuzado atirou contra a câmera de segurança, destruindo o equipamento. Ela também relatou que, dias após o furto, outros policiais apontaram armas para o local da câmera e fizeram novos disparos.
As imagens das câmeras da casa e de vizinhos foram fundamentais para a condenação. O Ministério Público afirmou que ficou comprovado que o sargento entrou sem autorização e cometeu o furto. Testemunhas e a escala de serviço também confirmaram o crime.
A pena será cumprida em regime semiaberto. O juiz aplicou uma agravante por abuso de poder, já que o crime foi cometido durante o serviço. Os antecedentes criminais do sargento também influenciaram na decisão.
A sentença permite que o sargento recorra em liberdade.
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