Motoristas por app relatam insegurança e cobram medidas após série de crimes no PiauÃ
13/04/2026 10h43Fonte G1 PI
Motoristas por aplicativo no Piauí relatam medo constante durante o trabalho após uma série de assaltos, agressões e morte registrada no estado. Os casos aconteceram nos últimos dias, em Teresina e no interior, e levaram a categoria a cobrar mais segurança das plataformas e do poder público.Como forma de prevenção, a categoria defende a implantação do Botão do Pânico, ferramenta que permitiria acionar a polícia rapidamente em situações de risco.
“A gente está querendo que o governo e a Secretaria de Segurança atendam esse pedido antigo, junto com o sindicato, para implantar o Botão do Pânico. Assim, em caso de urgência, o motorista ou entregador pode acionar o sistema e receber ajuda da viatura mais próxima”, explicou o motorista Pedro Higino.
A presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo, Maria do Carmo, afirmou que os casos de violência são frequentes e que ela própria já foi vítima durante o trabalho, inclusive durante o dia.
“Sofri dois assaltos, os dois durante o dia. Já trabalhei muitos anos na madrugada e, por incrível que pareça, um foi às seis e meia da manhã e o outro por volta de meio-dia”, contou.
Imagem: Montagem g1 PI/ TV Clube
Motoristas por app relatam insegurança e cobram medidas após série de crimes no Piauí.
Motoristas por app relatam insegurança e cobram medidas após série de crimes no Piauí.Casos recentes
Entre os casos recentes, um motorista que pediu para não ser identificado relatou momentos de terror vividos há pouco mais de uma semana, após aceitar uma corrida aparentemente comum na Zona Sul de Teresina, com destino ao bairro Santa Maria da Codipi, na Zona Norte da capital. Segundo ele, o perfil do passageiro não levantou suspeitas no início da viagem.
De acordo com o relato do motorista, o problema surgiu ao perceber comportamentos estranhos entre os passageiros. Ele foi colocado no porta-malas, mas conseguiu escapar ao pular do carro em movimento. O homem sofreu apenas ferimentos leves. O veículo foi recuperado, e os suspeitos foram presos dias depois.
“O destino era Santa Maria da Codipi. Chegando mais próximo da Avenida Centenário, percebi os olhares entre eles. O da frente sempre olhava para o de trás. Aí eu comecei a perceber que realmente tinha caído numa cilada, que aquelas pessoas iriam me assaltar”, disse.
Outro caso ocorreu no dia 10 de fevereiro, na Zona Norte de Teresina. Um motorista por aplicativo foi feito refém durante um assalto e resgatado pela polícia. Durante a ação, houve troca de tiros. Um suspeito de 19 anos morreu, e outro ficou gravemente ferido.
Já no dia 26 de março, um motorista por aplicativo foi feito refém durante um assalto no bairro Ininga, na Zona Leste da capital. A vítima foi resgatada pela polícia, e três adolescentes suspeitos de envolvimento no crime foram apreendidos.
Outro relato é da motorista Inês Barbário, que contou uma das situações mais traumáticas vividas durante o trabalho. Ela e o filho foram roubados e mantidos sob ameaça dentro do carro por várias horas.
“Eu passei três horas com ele dentro do carro. Eles disseram que não iam fazer nada com a gente, que só queriam o carro para fazer umas paradas e matar dois desafetos”, disse.
A violência contra motoristas por aplicativo também ocorre fora da capital. Em Altos, o motorista Francisco Alan Marques, de 27 anos, foi morto a tiros ao sair para atender uma corrida com destino a Teresina. O caso é investigado pela Polícia Civil do Piauí.
O episódio mais recente ocorreu na noite de domingo (12), no bairro São Pedro, na Zona Sul de Teresina. Um homem de 50 anos foi baleado no ombro ao tentar defender o irmão, que estava sendo agredido por um motorista de aplicativo. Segundo a Polícia Militar, o suspeito agrediu uma das vítimas e, em seguida, atirou contra a outra. O caso também é investigado pela Polícia Civil.
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