Justiça manda soltar ex-prefeito de Curimatá que foi preso em operação da Polícia Civil

22/11/2021 08h55


Fonte G1

Imagem: ReproduçãoRita de Cássia concedeu liberdade provisória a José Arlindo e aplicou três medidas cautelares: ele deve comparecer mensalmente na comarca para que informe mensalmente as suas ativi(Imagem:Reprodução)
 A juíza Rita de Cássia da Silva, da Comarca de Avelino Lopes, determinou a soltura do ex-prefeito de Curimatá, José Arlindo da Silva Filho, mais conhecido como “Zezinho do Tomate”, que foi preso pela Polícia Civil do Piauí, no dia 19 de novembro, em investigação que apura roubo de carga e receptação na região de Curimatá, distante 750 km de Teresina.

A decisão da juíza é do dia 20 de novembro. O prefeito foi preso pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) por posse irregular de arma de fogo com sinais de adulteração, com ele foram apreendidas uma espingarda calibre 12 e uma pistola 380, além de munições dos citados calibres.

Na decisão, a juíza afirmou que apesar das provas contra o ex-prefeito, ele atende aos requisitos necessários para responder pelo processo em liberdade, pois não existem provas de que ele possa atrapalhar a investigação, e que ele não representa perigo para a sociedade.

“Não vislumbro, da mesma forma, risco à ordem pública pela gravidade concreta do crime. Isso porque a conduta típica, embora verificada em decorrência do cumprimento de mandado de busca e apreensão, não fornece elementos que angariem quaisquer singularidades gravosas ao suposto crime cometido que traga a risco de reiteração delitiva, dada, sobretudo, a investigação em andamento”, afirmou a juíza.

Rita de Cássia concedeu liberdade provisória a José Arlindo e aplicou três medidas cautelares: ele deve comparecer mensalmente na comarca para que informe mensalmente as suas atividades; está proibido de se ausentar da comarca por um prazo superior a 8 dias, sem autorização do juízo; e deve comparecer a todos os autos do processo, sempre que intimado.

O ex-gestor já foi preso anteriormente, em 2008 e 2009, por suspeita de participação em um esquema de roubo de cargas.


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