MP está preparado para acolher e proteger mulheres, diz procuradora-geral
10/01/2026 11h34Fonte Cidade Verde
Imagem: Reprodução

“O Ministério Público está preparado para receber essas mulheres, acolhê-las, protegê-las e punir os culpados”. A declaração é da procuradora-geral de Justiça do Piauí, Cláudia Seabra, ao destacar o papel da instituição no enfrentamento à violência contra a mulher no estado.
Segundo a procuradora, o combate à violência contra a mulher é um trabalho contínuo e multifatorial, que exige atuação integrada entre instituições e a denúncia das agressões ainda nas fases iniciais. “Para chegar ao feminicídio, há fases, e isso precisa ser denunciado”, alertou.
Silêncio ainda é um dos principais desafios
Durante a entrevista, Cláudia Seabra chamou atenção para dados que mostram que mais de 80% das mulheres vítimas de violência no Piauí não procuraram instituições nem registraram boletim de ocorrência. Para a procuradora, a ausência de denúncias revela dificuldades de acesso e confiança na rede de proteção.
“Nós precisamos dizer às mulheres que existe uma rede de proteção, que há instituições que protegem os seus direitos, e o Ministério Público é uma delas”, reforçou.
Rede de acolhimento do MP
O Ministério Público do Piauí conta com o Núcleo de Atenção às Vítimas (NAVI) e com a Ouvidoria da Mulher, que recebem denúncias e oferecem acolhimento às vítimas de violência. A instituição também ampliou equipes multiprofissionais, com assistentes sociais e psicólogos, para garantir um atendimento mais humanizado.
De acordo com a procuradora-geral, o fortalecimento dessa estrutura é essencial para interromper o ciclo da violência antes que ele evolua para situações mais graves, como o feminicídio.
Atuação reconhecida nacionalmente
Cláudia Seabra destacou ainda que o MPPI recebeu reconhecimento do Conselho Nacional do Ministério Público após capacitar seus membros para atuar no enfrentamento à violência contra a mulher, com uma abordagem que vai além do aspecto jurídico.
“O enfrentamento desse problema exige conhecimento multissetorial, que ultrapassa o direito e envolve políticas públicas e atuação em rede”, explicou.
Orientação às vítimas
O Ministério Público orienta que mulheres em situação de violência procurem ajuda quanto antes e busquem a rede de proteção disponível no estado.
“Acreditar que há instituições preparadas para proteger essas mulheres é fundamental para romper o ciclo da violência”, concluiu a procuradora.
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