EPP promove palestra sobre impactos das telas no desenvolvimento de crianças e adolescentes
30/03/2026 14h11
Imagem: Divulgação
Escola Pequeno Príncipe promove palestra sobre impactos das telas no desenvolvimento de crianças e adolescentes em Floriano.
Escola Pequeno Príncipe promove palestra sobre impactos das telas no desenvolvimento de crianças e adolescentes em Floriano.A Escola Pequeno Príncipe realizou, na última sexta-feira (27), uma palestra educativa voltada aos alunos com o tema “A Nova Crise Silenciosa das Telas – Impactos no Desenvolvimento de Crianças e Adolescentes”. O encontro abordou ainda o chamado “ECA digital” e novas diretrizes relacionadas ao uso da tecnologia.
Durante a atividade, foi discutido o crescimento do uso de telas entre crianças e adolescentes, destacando que a prática tem provocado mudanças significativas no comportamento das novas gerações. A palestra trouxe reflexões sobre os impactos emocionais, como aumento da ansiedade, irritabilidade, impaciência e dependência, além de sinais de esgotamento emocional cada vez mais precoces.
Outro ponto abordado foi o excesso de estímulos proporcionados pelas telas, especialmente por meio de vídeos curtos e conteúdos dinâmicos, que podem afetar o cérebro em desenvolvimento. Segundo a exposição, esse cenário contribui para a redução da capacidade de concentração, foco e tolerância à espera.
A palestra também destacou que o tempo diante das telas não representa apenas entretenimento, mas a substituição de experiências essenciais, como brincadeiras, interação social, convivência familiar, qualidade do sono e o desenvolvimento da criatividade. Esses fatores, de acordo com os especialistas, impactam diretamente no processo de aprendizagem e no desempenho escolar.
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Foram apresentados ainda dados e estudos recentes que associam o uso excessivo de dispositivos digitais a prejuízos na saúde mental, dificuldades de atenção e pior qualidade do sono. Outro alerta importante foi sobre o funcionamento dos algoritmos das redes sociais, que são projetados para manter o usuário conectado por mais tempo, expondo crianças e adolescentes a conteúdos nem sempre adequados à faixa etária.
A palestra reforçou o papel fundamental da família e da escola na mediação do uso da tecnologia, destacando a importância de estabelecer limites, promover o diálogo e incentivar relações humanas presenciais. Também foram discutidas orientações sobre idade adequada para uso de redes sociais, além da necessidade de avaliar não apenas o tempo, mas a qualidade do conteúdo consumido.
O tema foi tratado ainda como uma questão de saúde pública, considerando os impactos coletivos do uso excessivo de telas na sociedade. A abordagem incluiu aspectos legais, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente, destacando a responsabilidade compartilhada entre família, escola e sociedade na proteção digital.
Ao final, o encontro convidou os participantes à reflexão sobre hábitos digitais e reforçou a importância do papel dos adultos como mediadores conscientes no desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes.
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