Seduc consolida política de educação especial e define metas para fortalecer atendimento inclusivo

07/01/2026 09h13


Fonte Governo do Piauí

A Secretaria de Estado da Educação do Piauí (Seduc) avança na consolidação da política de educação especial na perspectiva da educação inclusiva e estabelece metas estratégicas para 2026 com foco no acesso, permanência, participação e aprendizagem dos estudantes. Atualmente, a rede estadual conta com atendimento estruturado em 231 escolas e sete Centros de Atendimento Educacional Especializado (AEE), beneficiando mais de 2.500 estudantes em todo o estado. São 238 salas de recursos multifuncionais em funcionamento e 401 professores de AEE, atuando diretamente no acompanhamento pedagógico dos alunos.

Esses números refletem o fortalecimento da política pública e fundamentam o Plano de Metas da Educação Especial para 2026, elaborado pela Gerência de Educação Especial, que organiza as ações em seis eixos estratégicos. Entre os principais objetivos estão: garantir professor de AEE em 100% das escolas públicas estaduais que possuem estudantes da educação especial, concluir a implantação das salas de AEE em todos os 224 municípios piauienses, ampliar a formação continuada dos profissionais da educação, intensificar o acompanhamento pedagógico e fortalecer os centros especializados de atendimento.

Segundo a Seduc, a política de educação especial inclusiva é operacionalizada por meio de uma rede de centros que atuam de forma complementar às escolas. Em Teresina, o Centro de Apoio Pedagógico (CAP) para Pessoas com Deficiência Visual é referência no atendimento especializado, oferecendo serviços como braile, soroban, orientação e mobilidade, informática acessível, práticas educativas para a vida independente, música, educação física adaptada e arte, além de produção de materiais adaptados e formação de professores.
Imagem: Ascom SeducPolítica de educação especial inclusiva é operacionalizada por meio de uma rede de centros que atuam de forma complementar às escolas públicas.(Imagem:Ascom Seduc)Política de educação especial inclusiva é operacionalizada por meio de uma rede de centros que atuam de forma complementar às escolas públicas.

A estudante Alice Macêdo, do 6º ano do ensino fundamental, participa das atividades do CAP há três anos e destaca os impactos do Atendimento Educacional Especializado em sua trajetória escolar. Segundo ela, o serviço contribuiu para o desenvolvimento da leitura e escrita em braile, maior autonomia e mais confiança no ambiente escolar.

Outro exemplo é João Victor Moreira, formado em Educação Física, que frequenta o CAP há quase seis anos no atendimento voltado à reabilitação na área da deficiência visual. Para ele, o acompanhamento recebido foi decisivo para sua independência e preparação para o mercado de trabalho.

A professora Rosimeire Soares, formadora na área de Soroban no Atendimento Educacional Especializado, ressalta que cada avanço dos alunos representa um fortalecimento da inclusão e amplia a participação dos estudantes na escola e na sociedade.

Além do CAP, integram a rede de educação especial da Seduc o Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS), o Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (NAAH/S), o Centro Integrado de Educação Especial (CIES), o Centro de Estimulação para Crianças com Deficiência Sensorial Auditiva e Visual (CES) e o Centro de Habilitação Ana Cordeiro (CHAC). Esses equipamentos atendem estudantes com deficiência intelectual, visual, auditiva, Transtorno do Espectro Autista, Altas Habilidades e outras especificidades, além de ofertarem educação bilíngue para surdos, estimulação precoce, reabilitação e formação de profissionais.

Picos ganhará Centro Integrado de Educação Especial (CIES)

Como parte do fortalecimento dessa rede, a Seduc avança na construção do novo Centro Integrado de Educação Especial (CIES) no município de Picos, com previsão de entrega em dezembro de 2026.

O espaço contará com salas de aula adaptadas, salas de recursos multifuncionais, biblioteca acessível, laboratório de informática inclusivo, espaços de apoio pedagógico, área sensorial, consultórios multiprofissionais, salas de atendimento médico e fisioterapia, além de áreas de convivência, refeitório e espaços externos de recreação inclusiva. A estrutura foi planejada para favorecer uma abordagem multidisciplinar e ampliar as possibilidades de aprendizagem e desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Para o secretário da Educação, Rodrigo Torres, os investimentos em infraestrutura, formação e atendimento especializado reafirmam o compromisso do Piauí com uma educação pública mais justa e equitativa. Segundo ele, a consolidação da educação especial inclusiva transforma barreiras em oportunidades e assegura que todos os estudantes tenham condições reais de aprender, participar e permanecer na escola.


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