Regina Duarte lamenta morte de Manoel Carlos: ´O homem que nos apresentou a maravilha do Leblon´
11/01/2026 10h25Fonte G1 cultura
A atriz Regina Duarte lamentou a morte do autor Manoel Carlos, ocorrida no sábado (10) no Rio de Janeiro. O autor tratava a doença de Parkinson, mas a causa da morte não foi divulgada.
"Maneco foi o pai das Helenas, das antagonistas perfeitas e filhas marcantes. Registrou em nós, amantes da teledramaturgia, um amor inexplicável pela realidade de tantas histórias. As Helenas são espetaculares e chamar a atenção da censura com uma simples frase —Dói, mas só até sangrar— mostra que a genialidade do Maneco atravessava fronteiras. Ousado, irreverente, poeta, cronista, o deus da palavra que salta na língua, o homem que nos apresentou a maravilha do bairro Leblon.
O grande Manoel Carlos. Vamos sentir sua falta e amar para sempre o teu legado", afirmou Regina em publicação nas redes sociais.
Regina foi uma das Helenas, as famosas protagonistas das novelas mais marcantes de Manoel Carlos. Ela interpretou o papel três vezes em diferentes novelas, como "História de Amor" (1995), "Por Amor" (1997) e "Páginas da Vida" (2006).
Assim como Regina Duarte, outras Helenas também se despediram do autor com notas de pesar. Taís Araújo, que fez a novela "Viver a Vida" (2009), agradeceu Manoel Carlos por ter acreditado nela e disse que "seu legado na teledramaturgia jamais será esquecido". Maitê Proença, que interpretou Helena em "Felicidade" (1991), falou em "tristeza imensa".
O autor Manoel Carlos morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família. A causa da morte não foi divulgada.
Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde fazia tratamento contra a Doença de Parkinson, que no último ano afetou o desenvolvimento motor e cognitivo.
Conhecido como Maneco, Manoel Carlos começou na TV Globo em 1972, como diretor-geral do “Fantástico”. Antes disso, passou por diversas emissoras brasileiras, onde atuou como autor, produtor e ator. A carreira artística começou nos palcos, aos 17 anos. Ele também foi escritor e diretor.
Ao longo dos anos, suas novelas ficaram marcadas pelo Rio de Janeiro como cenário — e também como personagem — e pela abordagem de conflitos familiares.
Outro traço marcante de sua obra foram as “Helenas”. De Baila Comigo (1981) a Em Família (2014), as personagens retratavam mães cujo amor pelos filhos superava qualquer desafio.
Manoel Carlos estava aposentado desde 2014 e vivia recluso com a família. Ele deixa duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina.
O velório será fechado, restrito à família e a amigos íntimos.
"A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado", diz a nota divulgada pela família.
Manoel é pai da atriz Júlia Almeida e da roteirista de novelas Maria Carolina, que colaborou com ele em diversas obras. O autor também teve outros três filhos, que morreram: o dramaturgo e ator Ricardo de Almeida, em 1988; o diretor Manoel Carlos Júnior, em 2012; e o estudante de teatro Pedro Almeida, aos 22 anos, em 2014.













