Cancioneiro soberano de Tom Jobim foi a trilha sonora preferencial de novelas cariocas

11/01/2026 10h19


Fonte G1 cultura

Imagem: ReproduçãoCancioneiro soberano de Tom Jobim foi a trilha sonora preferencial das novelas cariocas de Manoel Carlos desde 1997(Imagem:Reprodução)

Embora nascido em São Paulo (SP), o escritor Manoel Carlos (14 de março de 1933 – 10 de janeiro de 2026) viveu a maior parte dos 92 anos de vida no Rio de Janeiro (RJ) e escolheu essa cidade, berço da bossa nova, para ambientar todas as novelas que criou para a TV globo com tramas originais, sem ter como base algum romance da literatura brasileira.

Em sintonia com essa preferência pela geografia carioca, o novelista – falecido ontem em hospital do Rio de Janeiro (RJ) – escolheu o cancioneiro de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) como a trilha sonora preferencial das novelas que escreveu para o horário nobre.

Como compositor e/ou como intérprete, Tom Jobim esteve presente nas aberturas de todas as novelas de Manoel Carlos desde “Por amor”, trama exibida entre outubro de 1997 e maio de 1998.

Nessa novela, o tema de abertura era a canção “Falando de amor” (Antonio Carlos Jobim, 1979) em gravação então recente dos grupos MPB4 e Quarteto em Cy.

Na novela seguinte, “Laços de família” (2000 / 2001), a abertura transcorria ao som da gravação bilíngue de “Corcovado” (Antonio Carlos Jobim, 1960) feita em 1964 por Astrud Gilberto (1940 – 2023), João Gilberto (1931 – 2019) e o saxofonista Stan Getz (1927 – 1991) com a participação de Tom e com parte da letra versão m inglês intitulada “Quiet nights of quiet of stars”.

Na próxima novela de Manoel Carlos, “Mulheres apaixonadas” (2003), a abertura era vista ao som da valsa “Pela luz dos olhos teus” (Vinicius de Moraes, 1960) na gravação feita por Tom Jobim com Miúcha (1937 – 2018) para álbum conjunto de 1977.

Três anos depois, Jobim voltou como compositor e intérprete do tema de abertura da novela seguinte de Maneco, “Páginas da vida” (2006 / 2007). A música escolhida foi “Wave” (Antonio Carlos Jobim, 1967) em registro instrumental do pianista e maestro.

Na trama seguinte do novelista, “Viver a vida” (2009 / 2010), Tom era o intérprete – ao lado de Miúcha e de Chico Buarque – do samba “Sei lá... A vida tem sempre razão” (Toquinho e Vinicius de Moraes, 1971) na gravação feita pelo trio para o álbum “Miúcha & Antonio Carlos Jobim” (1977).

Por fim, na última novela escrita por Manoel Carlos, “Em família” (2014), Jobim era o compositor da música escolhida para a abertura da trama – “Eu sei que vou te amar” (1959), um dos maiores standards da parceria de Tom com Vinicius de Moraes (1913 – 1980) – e ouvida em gravação da cantora Ana Carolina.

Enfim, a obra magistral de Antonio Carlos Jobim está eternamente associada às novelas cariocas de Manoel Carlos, escritor de obras atemporais com o cancioneiro de Tom e como a bossa nova.



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