Atriz Luciana Braga nasce como cantora na cena íntima do musical: Judy - O arco-íris é aqui

08/07/2022 12h29


Fonte G1

                                                                                Imagem: Reprodução
Atriz carioca que entrou em cena na década de 1980, Luciana Braga vive um renascimento artístico ao dar voz ao repertório da atriz e cantora norte-americana Judy Garland (10 de jun(Imagem:Reprodução)

Atriz carioca que entrou em cena na década de 1980, Luciana Braga vive um renascimento artístico ao dar voz ao repertório da atriz e cantora norte-americana Judy Garland (10 de junho de 1922 – 22 de junho de 1969), estrela da era dourada dos musicais de Hollywood.

A caminho dos inacreditáveis 60 anos, a serem festejados em dezembro, Luciana é a luz que ilumina a cena íntima de Judy – O arco-íris é aqui, monólogo musical escrito e dirigido por Flávio Marinho e encenado no Rio de Janeiro (RJ) – cidade onde está em cartaz no Teatro Vanucci, de sexta-feira a domingo – para celebrar o centenário de nascimento de Garland.

Luciana Braga nasce como cantora neste espetáculo produzido com garra. Talvez seja mera magia da cena, mas a impressão do espectador é a de estar assistindo a uma cantora tarimbada, expressiva, uma intérprete que honra a alta qualidade de músicas dignas de figurar em antologias do cancioneiro norte-americano.

Quando canta com afinação (não absoluta, mas muito acima da média), bela emissão vocal e um perfeito entendimento do sentido das músicas, Luciana Braga consegue evocar Judy Garland em cena, seja caindo bem no suingue de I got rhythm (George Gershwin e Ira Gershwin, 1930), seja expondo a ternura melancólica de Have yourself a merry little Christmas (Hugh Martin e Ralph Blane, 1944), standard natalino apresentado por Judy no musical Meet me at St. Louis (1944), filme popularizado no Brasil com o título de Agora seremos felizes.

Sem tentar mimetizar Judy no palco, Luciana Braga cresce em cena quanto canta músicas como For once in my life (Ron Miller e Orlando Murden, 1967) com os toques dos pianos de Liliane Secco – diretora musical da peça – e André Amaral.

O texto de Judy – O arco-íris é aqui é quase uma conversa ao pé do ouvido com o espectador. Em vez de dramatizar os fatos da vida folhetinesca da estrela norte-americana, Flávio Marinho faz Luciana Braga narrar os principais acontecimentos da vida de Judy como se contasse uma (boa) história, eventualmente salpicada com fatos e emoções da trajetória da própria Luciana Braga.

Produzido sem luxo, somente com o essencial para o bom teatro, Judy – O arco-íris é aqui é pocket musical que enreda o espectador nesse tom confessional.

E tudo o que é dito parece fazer mais sentido quando Luciana Braga solta a voz em roteiro musical que evidentemente abarca a balada Over the rainbow (Harold Arlen e Yp Harburg, 1939), tema principal do filme O mágico de Oz (1939) que norteou a trajetória de Judy Garland, resumida por Luciana Braga em monólogo aconchegante que marca o nascimento da atriz como cantora.