Lojistas são alvo de operação contra revenda de joias roubadas em Teresina

14/01/2026 17h24


Fonte Cidade Verde

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A Polícia Civil do Piauí (PC-PI) deflagrou, nesta quarta-feira (14), mais uma fase da operação Ouro Sujo, com foco no combate à receptação qualificada de joias e peças de ouro em T(Imagem:Reprodução)

A Polícia Civil do Piauí (PC-PI) deflagrou, nesta quarta-feira (14), mais uma fase da operação Ouro Sujo, com foco no combate à receptação qualificada de joias e peças de ouro em Teresina. A ação resultou no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, sendo um em residência e três em estabelecimentos comerciais, além da apreensão de celulares, aproximadamente R$ 4 mil em dinheiro e peças de ouro com suspeita de origem ilícita.

“Essa é uma operação que dá continuidade ao trabalho que é desenvolvido desde o ano passado, no sentido de coibir a prática de receptação qualificada de joias e peças de ouro em geral, que são recebidas por lojistas que derretem esse material e revendem para terceiros, alimentando a cadeia criminosa de furtos e roubos de jóias desse tipo”, explicou o delegado Felipe Bonavides, coordenador da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP).

Além das apreensões, diversas pessoas foram conduzidas para prestarem esclarecimentos acerca de uma suposta participação no esquema de revenda desses produtos. De acordo com Bonavides, apesar dos alvos dos mandados de busca e apreensão não terem relação com os da fase anterior, o crime investigado é o mesmo. “Lojistas que investigamos e descobrimos que estão recebendo joias oriundas de roubo e de furto”, destacou.

Ao comentar o funcionamento do esquema, o coordenador da FEISP pontuou que os crimes têm diferentes formas de execução e contam com pontos certos de receptação. “As dinâmicas dos roubos e furtos são as mais diversas, seja um roubo praticado por um funcionário, um furto praticado por um funcionário que abusa da confiança e subtrai esses itens do seu empregador ou de uma pessoa que deposita essa confiança neles”, disse.

Após essa etapa, a joia é vendida para estabelecimentos mesmo sem a comprovação da origem fiscal. “Sabem que recebem e levam lá. Essas pessoas adquirem esses produtos também sem questionar a procedência deles, para poder fazer novas peças e ganhar dinheiro em cima disso. Então temos aí um esquema criminoso que afeta a sociedade e que está sendo coibido pelas ações da Secretaria de Segurança”, concluiu Bonavides.



Tópicos: ouro, esquema, bonavides