Presidente da APPM defende compensação de 1,5% às cidades do Piauí após isenção do Imposto de Renda
05/01/2026 08h57Fonte ClubeNews
Imagem: Tv Clube
Pompílio Evaristo
Pompílio EvaristoO prefeito de São Miguel do Tapuio (PI), Pompílio Evaristo (PSD), assume a presidência da Associação Piauiense de Municípios (APPM) nesta segunda-feira (5) no lugar do atual presidente da instituição, Admaelton Bezerra (MDB), que se licenciou do cargo.
Uma das prioridades em 2026, segundo o novo presidente, será defender uma compensação aos municípios prejudicados com a nova determinação do Governo Federal em isentar a população que ganha até R$ 5 mil.
Pompílio Evaristo, em entrevista à TV Clube, defendeu que as prefeitura recebam um acréscimo de 1,5% no mês de março. Sem o valor, o presidente da APPM disse temer a descontinuidade de serviço básicos em cidades piauienses que dependem diretamente de repasses constitucionais para se manterem.
“No meu município, nós temos uma perca mensal de R$ 200 mil por mês. O que os municípios solicitam dos nossos congressistas é uma sensibilidade para uma compensação. Esse desconto começa agora em janeiro. Teremos prejuízos em serviços básicos”, declarou.
Outro tema em debate na nova gestão será a resolutividade para os lixões nos municípios. O prefeito Pompílio Evaristo avaliou que a logística e a alta demanda de recursos para o custeio do serviço atrapalham no avanço da pauta nas cidades piauienses.
“O fim dos lixões é uma temática em debate há dois anos e precisamos de uma vez por todas resolver essa problemática que assola os municípios. Temos a ciência de que temos que colocar fim, mas encontramos entraves financeiros e de logística”, disse.
Ano eleitoral
Pompílio Evaristo foi assumiu o cargo vice-presidente da APPM em 2025 na chapa encabeçada pelo prefeito de São José do Piauí, Admaelton Bezerra. O então presidente pediu licença do cargo por tempo indeterminado.
O novo gestor da APPM, que assume o posto em ano de eleições gerais, garantiu a isenção dos prefeitos em 2026. Segundo Evaristo, os Chefes dos Executivos Municipais saberão discernir quanto à isonomia política.
“Enquanto nós estivermos na gestão, não vai haver interferência nenhuma. Acredito que nas gestões municipais não haverá problema, saberemos dividir. Uma coisa é a gestão e a outra é a eleição. Não tem que misturar uma coisa com a outra, porque o que tem que prevalecer é o interesse da população”, concluiu.
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