Margarete Coelho diz que relação de Rafael Fonteles com lideranças é "prepotente e arrogante"
24/01/2026 12h23Fonte ClubeNews
Imagem: Mayrla Torres/ Portal ClubeNews
Margarete Coelho
Margarete CoelhoA pré-candidata ao Governo do Piauí, Margarete Coelho (Progressistas), chamou o atual governador do estado, Rafael Fonteles (PT-PI), de “prepotente e arrogante” quanto ao relacionamento com lideranças de municípios do interior.
Em entrevista à rádio Clube News, na sexta-feira (23), Margarete Coelho afirmou que há um silêncio de prefeitos que estariam insatisfeitos com a atual gestão. De acordo com ela, os gestores estariam descontentes pela falta de ingerência em obras financiadas pelo Palácio de Karnak nos municípios.
“Os prefeitos, e eu até entendo, estão muito calados. O burburinho corre entre eles. Se você for na APPM (Associação Piauiense dos Municípios), aqueles corredores têm muitos sussurros. Muitos prefeitos insatisfeitos com o tratamento, as obras quando chegam aos municípios eles não são consultados. A obra já chega licitada, contratada, dimensionada e eles não têm a menor ingerência sobre elas”, afirmou.
Margarete Coelho alegou um desequilíbrio no tratamento do governador com lideranças e disse que as regiões mais afastadas da capital estão se sentido abandonadas.
“Esses burburinhos estão bastante fortes. Tem gente de orelha quente de tanto ouvir, mas vereadores e lideranças políticas estão se manifestando muito claramente. Estão insatisfeitos com a falta de diálogo, com a falta de participação e principalmente acham que o Governo tem tomado uma postura prepotente e arrogante com relação a essas lideranças do interior”, disse.
Apoio político
O governador Rafael Fonteles possui a maioria na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), com 26 deputados estaduais pertencentes à base aliada. Na bancada federal do Piauí em Brasília, Rafael Fonteles detém o apoio de oito deputados federais e de dois senadores.
Para Margarete Coelho, as pesquisas de intenção de voto veiculadas – que apontam Rafael Fonteles com ampla margem de favoritismo – são dissonantes da realidade e não poupou críticas aos dados divulgados.
“É uma prepotência e uma inverdade também. Isso não existe. Nós temos uma crise enorme nas nossas pesquisas. O Piauí é um celeiro de pesquisas que não refletem a realidade. São pesquisas encomendadas, maquiadas. Não é possível ninguém ter 90% de intenção de votos. Isso não existe”, concluiu.
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