Única mulher aprovada em curso da Força Tática da PM-PI conciliou preparação com maternidade
07/02/2026 20h14Fonte ClubeNews
Imagem: Reprodução
Primeira e única mulher a passar no curso da Força Tática do PI.
Primeira e única mulher a passar no curso da Força Tática do PI.A policial militar Gabriela Lopes Soares, de 31 anos, foi a única mulher a concluir a primeira edição do Curso da Força Tática da Polícia Militar do Piauí (PM-PI). Ao todo, 42 candidatos foram aprovados em todas as fases do seletivo.
Durante a preparação, Gabriela conciliou os treinos com a rotina intensa como mãe, esposa e policial militar, além das demandas domésticas. Ela contou que o processo exigiu organização e disciplina.
“Sou esposa, mãe e policial, com uma rotina intensa de plantões e responsabilidades. Conciliar tudo isso com a preparação para o teste físico e para o curso da Força Tática não foi fácil, mas foi um processo de muita organização, disciplina e propósito”, relatou.
Segundo a policial, foi necessário otimizar o tempo, abrir mão de momentos de descanso e manter a constância mesmo nos dias mais cansativos. Ela destacou ainda a importância da rede de apoio e do acompanhamento profissional durante a preparação.
Curso exige preparo físico e psicológico
O Curso da Força Tática é uma especialização voltada à atuação em ocorrências de alto risco, que exigem preparo técnico, físico e psicológico. As equipes são treinadas para dar respostas rápidas e mais robustas do que o patrulhamento convencional, em situações que ainda não demandam unidades de operações especiais.
Entre as provas físicas do seletivo estavam exercícios de abdominais em 60 segundos, teste de isometria, corrida de 12 minutos, flexão de braço no solo e deslocamento aquático de 50 metros em até três minutos.
A primeira etapa do curso foi concluída em dezembro do ano passado. A segunda edição está em andamento e pode aprovar mais 65 candidatos.
Treinos e acompanhamento nutricional
Gabriela já atuava na Polícia Militar há mais de dois anos e contou com o suporte de uma nutricionista para otimizar o desempenho físico durante a preparação. De acordo com ela, a rotina de treinos variava conforme as folgas do trabalho e as demandas familiares.
“Minha rotina de treino não era fixa. Eu tinha que me dividir entre casa, meu filho e o trabalho. Tinha dias em que conseguia treinar duas vezes e outros em que não conseguia treinar”, afirmou.
A nutricionista Carla Barbosa, que acompanha a policial há mais de um ano, explicou que o suporte profissional foi essencial para manter o rendimento nas provas.
“Com a proximidade do curso, ajustamos o protocolo nutricional para um modelo de alta performance. Mulheres precisam desenvolver força, resistência e recuperação muscular de forma estratégica para atender às exigências físicas desses cursos”, destacou.
Segundo a profissional, a preparação alimentar teve impacto direto no desempenho e no resultado alcançado pela policial.










