Projeto entrega coleiras refletivas para cães em situação de rua no PI; protetora denuncia roubos
22/04/2026 10h01Fonte G1 PI
Cachorros em situação de rua em Campo Maior, no Norte do Piauí, estão recebendo coleiras que refletem a luz de veículos para evitar acidentes de trânsito. Segundo a protetora que idealizou a ação, Ystefane Queiroz, alguns animais tiveram os acessórios roubados. Um Boletim de Ocorrência sobre o caso foi registrado nesta terça-feira (21).Ao g1, Ystefane, que é voluntária do projeto Adote CM, contou que quatro coleiras refletivas foram retiradas dos pescoços dos cães entre as madrugadas de sábado (18) e domingo (19). Uma delas foi abandonada, localizada por uma moradora da região e devolvida ao grupo de proteção.
De acordo com Ystefane Queiroz, atualmente oito cães utilizam as coleiras refletivas. Os acessórios são confeccionados por ela, com faixas de tecido e fechos, que se encaixam e não apertam.
Imagem: Reprodução
Projeto entrega coleiras refletivas para cães em situação de rua no PI; protetora denuncia roubos.
Projeto entrega coleiras refletivas para cães em situação de rua no PI; protetora denuncia roubos."Decidi eu mesma, sem ajuda em recursos, comprar o material pela internet. Chegou na sexta e, no mesmo dia, eu fiz as coleirinhas. Coloquei em três, na Rodoviária de Campo Maior, por volta da meia-noite. Quando foi pela manhã, já não havia mais coleira em dois deles", contou.
"No sábado, coloquei nos dois que tiveram as coleiras retiradas e em mais dois. E simplesmente sumiram mais duas coleiras. Elas não têm elástico, então não têm como passar no pescoço deles. Só saem se alguém apertar o botão para abrir, ou seja, foram retiradas", completou.
O objetivo da protetora é expandir o projeto. Nas redes sociais, Ystefane busca conscientizar sobre a importância da colaboração da comunidade para a proteção dos animais.
"É um experimento inicial, mas a gente quer muito expandir. Essa faixa não é muito barata, então a gente vai comprando aos poucos. A gente recebe muito pouca doação pra muita demanda", concluiu.
O g1 buscou a Polícia Civil para obter mais informações sobre a investigação do caso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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