Médico explica endoscopia feita na vice-prefeita de Parnaguá

28/09/2017 10h13


Fonte Cidade Verde

Imagem: DivulgaçãoClique para ampliarMédico explica endoscopia feita na vice-prefeita de Parnaguá.(Imagem:Divulgação)

O médico gastroenterologista Lucídio Balduíno explicou que a morte da vice-prefeita de Parnaguá, Marisvan de Sousa Araújo, 36 anos, durante uma endoscopia terapêutica na última terça-feira (26) foi uma fatalidade. Ele ressaltou que o exame ao qual ela foi submetida é diferente das centenas de endoscopias que são realizadas diariamente em Teresina.

“O que aconteceu com essa paciente não foi uma endoscopia comum, das rotineiras que a pessoa vai fazer para esclarecer um diagnóstico. Já foi um procedimento terapêutico, similar a uma cirurgia, que envolvia mais risco do que uma endoscopia comum”,
destaca o especialista.

Imagem: DivulgaçãoClique para ampliar Vice-prefeita de Parnaguá(Imagem:Divulgação) Marisvan de Sousa, vice-prefeita de Parnaguá.

Segundo o médico, a paciente tinha um estreitamento no esôfago causado pela lesão da soda cáustica e era necessário fazer uma dilatação. Como o quadro clínico dela já era delicado havia um risco inerente ao tratamento a que ela se submeteu.

“Fazendo uma analogia com problema cardíaco, por exemplo, você pode entrar caminhando num procedimento cardíaco de dilatação ou cateterismo e durante o procedimento de cateterismo, achar uma artéria obstruída e o médico vai ter que dilatar essa artéria. A pessoa ter uma arritmia e ir a óbito. É um risco mais ou menos do que aconteceu com a endoscopia terapêutica, que não é uma endoscopia comum, envolve mais risco, como o que aconteceu com essa paciente. Mesmo assim, o risco é baixíssimo e esse procedimento é feito com muita frequência em Teresina. Realmente foi uma fatalidade”,
explica doutor Lucídio Balduíno.

O especialista contabiliza entre 150 e 200 endoscopias feitas por dia em Teresina. “É um número alto e não se ouve falar em acidente neste tipo de exame”, constata.

Lucídio Balduíno também frisou que o Hospital Universitário da UFPI, onde a paciente fez o exame, é uma das melhores unidades de saúde que o Piauí possui. “Eu conheço muito bem o HU, já tive várias vezes lá e são poucos os hospitais que têm a estrutura física e de profissionais como lá. Para entrar no HU é uma seleção rigorosa, então temos uma conjunção de uma boa estrutura física de equipamentos com profissionais excelentes”.

Tipos de endoscopia:
- Endoscopia de rotina é uma endoscopia alta, feita ambulatorialmente e o paciente não sente nada por dois motivos: os equipamentos estão muito finos e pela sedação que deixa a pessoa bem tranquila. O objetivo é analisar a mucosa do esôfago, estomago e duodeno.

- Endoscopia na parte baixa é feita para analisar a mucosa do intestino e do colo, esse equipamento tem uma luz na ponta dele, iluminando o caminho e com o objetivo de abrir o estômago. Ao encontrar uma ulcera é possível colher material para fazer biópsia, para saber se é um tecido normal ou se trata de uma úlcera de câncer. O paciente está sedado e não percebe o exame.

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