Após 7 dias da morte de professor, familiares realizam passeata pedindo justiça
12/01/2026 09h31Fonte Cidade Verde
Imagem: Reprodução/Redes sociais

Familiares e amigos do professor João Emmanuel, assassinado no dia 4 de janeiro no Distrito Federal, fizeram um ato pedindo por justiça.
A passeata ocorreu no sábado (10) quando diversas pessoas se vestiram de preto e realizaram uma passeata pelas ruas de Isaias Coelho, interior do Piauí, portando faixas e balões. A vítima é filho do vice-prefeito de Isaias Coelho, George Moura (PSD).
Ao Cidadeverde.com, o tio de João Emmanuel, Everardo Moura, conta que a caminhada ocorreu para marcar o sétimo dia do falecimento do sobrinho.
“A gente fez a missa e logo após fizemos uma passeata pedindo por justiça, que a justiça seja feita com esse elemento. Centenas de pessoas participaram, foi uma mobilização grande até além do que a gente esperava. O pessoal que estava assistindo a missa, no final acompanhou o ato”, conta.
Investigação aponta homofobia
O delegado Ricardo Viana, titular do 35º Distrito Policial de Brasília, revelou detalhes da investigação que localizou e apontou a dinâmica do crime que vitimou o professor piauiense João Emmanuel, de 32 anos, no último domingo (04), em Sobradinho, no Distrito Federal.
O autor do crime é um serralheiro, identificado como Guilherme Silva, de 24 anos. Após assassinar brutalmente a vítima, ele a deixou agonizando no local e seguiu para o trabalho. Ele saiu da cena do crime após receber uma carona do patrão, que também é serralheiro.
O patrão ligou para a esposa pedindo que acionasse o Corpo de Bombeiros, informando que uma pessoa estaria agonizando na parada de ônibus. Quando o socorro chegou ao local, João Emmanuel já havia falecido.
Preso na noite desta segunda-feira (05), o suspeito apresentou sua versão dos fatos. Segundo ele, João Emmanuel teria supostamente feito gestos de cunho sexual em sua direção e, em resposta, ele iniciou as agressões. Os supostos gestos fazem parte da versão do suspeito, e continua sendo investigada a veracidade. O delegado Ricardo Viana destacou que o crime foi cometido com bastante frieza e que tanto a vítima quanto os dois envolvidos moravam próximos, mas não se conheciam.
O corpo da vítima apresentava lesões graves no rosto, e a perícia apontou que a agressão foi tão violenta que a marca do calçado do agressor ficou impressa no rosto do professor. João Emmanuel está sendo velado nesta terça-feira (06), com caixão fechado.
Guilherme Silva, apontado como autor do crime, deve ser indiciado por homicídio duplamente qualificado. O delegado destacou que houve motivação homofóbica no caso.
“É uma situação que deixou a gente bastante perplexa e eu gostaria de destacar também a situação da tipificação da conduta pelo homicídio duplamente qualificado, pelo motivo fútil. O motivo fútil foi porque foi uma questão homofóbica que ele tirou a vida da vítima. O motivo torpe foi porque ele matou a vítima com as mãos e com os pés. Foram várias agressões que deixou a vítima naquele estado lá que acabou falecendo em decorrência das lesões”, explica o delegado.












