Semana do Sono 2026: HU-UFPI promove ação educativa e palestra sobre importância de dormir bem

17/03/2026 15h35


Fonte Ascom


Em alusão ao Dia Mundial do Sono e à Semana do Sono 2026, o Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), realiza nesta terça-feira (17) uma ação educativa no ambulatório da instituição para orientar pacientes e acompanhantes sobre a importância do sono para a saúde.

A programação inclui palestra com a médica otorrinolaringologista Luciana Almeida, especialista em medicina do sono e integrante do Instituto do Sono. Durante a atividade, serão abordados temas como a qualidade do sono, sinais de alerta para distúrbios do sono e orientações sobre hábitos saudáveis de descanso.

A iniciativa busca chamar atenção para um problema cada vez mais comum entre os brasileiros. Dados do sistema Vigitel, do Ministério da Saúde, indicam que cerca de 20% dos adultos no país dormem menos de seis horas por noite, tempo considerado insuficiente para a recuperação adequada do organismo. Além disso, quase um terço da população apresenta sintomas de insônia, evidenciando o impacto crescente dos distúrbios do sono na saúde pública.

Mudanças no padrão de sono

De acordo com a especialista, nas últimas décadas houve mudanças importantes tanto na quantidade quanto na qualidade do sono da população.

“Há algumas décadas, as pessoas dormiam em média entre oito e nove horas por noite. Atualmente, a média caiu para cerca de sete horas, especialmente durante a semana”, explica Luciana Almeida.

Segundo ela, fatores como o uso da luz elétrica, o aumento do tempo de exposição a telas, a maior carga de trabalho e o estilo de vida acelerado contribuíram para alterar o ritmo biológico das pessoas.

A médica destaca que o sono ainda é frequentemente negligenciado na sociedade atual, que valoriza a produtividade contínua. “Dormir muitas vezes é visto como perda de tempo ou até como sinal de preguiça. No entanto, o descanso é essencial para a recuperação do organismo, tanto física quanto mental”, afirma.

Principais distúrbios do sono

Entre os distúrbios do sono mais comuns estão a insônia e a apneia obstrutiva do sono. A insônia pode se manifestar por dificuldade para iniciar o sono, despertares frequentes durante a noite ou despertar precoce. Já a apneia ocorre quando há interrupções repetidas da respiração durante o sono, provocando micro despertares e redução da oxigenação do organismo.

Sintomas muitas vezes considerados normais, como ronco frequente, cansaço constante e sonolência excessiva durante o dia, podem indicar problemas de saúde.

“Um ronco alto e frequente pode sinalizar dificuldade na passagem de ar pelas vias respiratórias e estar associado a apneia do sono. Já a sonolência excessiva durante atividades cotidianas também é um alerta importante”, ressalta.

Impactos na saúde

A especialista também alerta para a relação entre a má qualidade do sono e diversas doenças. Dormir pouco ou ter um sono fragmentado pode aumentar o risco de obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, além de contribuir para ansiedade, depressão e prejuízos na memória e na atenção.

Outro desafio destacado é o acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Apesar de avanços na conscientização sobre a importância do sono, muitos casos ainda são subdiagnosticados.

Exames específicos, como a polissonografia, utilizada para avaliar distúrbios do sono, e tratamentos como o uso do CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas), indicado para alguns pacientes com apneia do sono, ainda têm acesso limitado em muitos serviços de saúde.

Sobre o HU-UFPI

O HU-UFPI faz parte da Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) desde novembro de 2012. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.


Tópicos: sono, ufpi, pacientes