Análise: eficiente ao extremo, Palmeiras fica perto de equilíbrio entre individual e coletivo

06/04/2026 08h41


Fonte ge

O Palmeiras sofreu, mas venceu mais uma no Campeonato Brasileiro. O triunfo por 2 a 1 sobre o Bahia, no último sábado, em Salvador, aumentou a gordura do Verdão na liderança e aproximou a equipe de Abel Ferreira do equilíbrio perfeito entre o individual e o coletivo.

Com Abel Ferreira de volta ao banco de reservas, o Palmeiras teve escalação praticamente igual à que enfrentou e venceu o Grêmio no meio de semana. Foram apenas duas mudanças: Gustavo Gómez voltou após ser preservado em Barueri, enquanto o jovem Arthur, de 20 anos, substituiu o lesionado Jefté.

Com um campo pesado na Fonte Nova, o Palmeiras iniciou o primeiro tempo com menos intensidade do que o Bahia. Mais acuado, o Verdão esperava um contra-ataque, mas via Flaco López preso demais ao iniciar das jogadas. Allan, caçado em campo, dificilmente dava sequência.

As faltas táticas dos donos da casa irritaram o Palmeiras, tanto que Abel Ferreira recebeu um cartão amarelo por reclamação. Toda vez que o Verdão buscava o ataque, o Bahia parava a jogada. Na defesa, Gustavo Gómez e Murilo mantiveram altíssimo nível e, quando vencidos, Carlos Miguel fez boas defesas.

A solução para esses empecilhos veio com Andreas Pereira. O camisa 8, líder de assistências do Campeonato Brasileiro, passou a conectar os ataques rapidamente, sem dar chance para a marcação baiana chegar. Em um desses lances, o Palmeiras conseguiu o seu gol.
Imagem: Jhony Pinho/AGIFBahia x Palmeiras - Brasileirão(Imagem:Jhony Pinho/AGIF)Bahia x Palmeiras - Brasileirão

Todas as finalizações do Verdão no primeiro tempo foram no alvo, mas a de Jhon Arias encontrou as redes "onde a coruja dorme". Lançamento de Andreas, tabela do colombiano com Flaco López e o chute preciso, sem chances para o goleiro do Bahia. Um verdadeiro golaço, aliando o melhor do individual e o coletivo, além de premiar a eficiência do Palmeiras no primeiro tempo.

Os minutos iniciais do segundo tempo viram um Palmeiras totalmente diferente. Acuado, o Verdão viu Carlos Miguel segurar os ataques do Bahia, até que a cabeçada de David Duarte foi demais até mesmo para o goleiro de mais de dois metros de altura. A equipe vinha sendo pressionada, mas Abel encontrou uma maneira de amenizar os danos.

Logo depois do gol, sacou Arias, Flaco e Allan para promover as entradas de Evangelista, Sosa e Luighi. As alterações povoaram o meio-campo e travaram o jogo do Bahia, além de oxigenarem os contra-ataques do Palmeiras. Tanto que, após as entradas, a equipe sofreu muito menos.

Faltava um poder de decisão maior nessas escapadas, por mais que Sosa e Luighi tenham entrado bem. Foi aí que entrou a sorte que um time que quer ser campeão precisa ter em momentos chave. Após cobrança de escanteio de Andreas, Gustavo Gómez e Murilo atrapalharam a defesa do Bahia, que ficou reclamando de falta – que não houve – após Ramos Mingo mandar contra o próprio patrimônio.
Imagem: Rafael Rodrigues/EC BahiaGustavo Gomez disputa bola com Jean Lucas em Bahia x Palmeiras.(Imagem: Rafael Rodrigues/EC Bahia)Gustavo Gomez disputa bola com Jean Lucas em Bahia x Palmeiras.

Das oito finalizações do Palmeiras, cinco foram na direção do gol. Com menos posse de bola, o Verdão marcou duas vezes, mesmo com 0.27 gols esperados. O Verdão se superou na eficiência em mais uma vitória justa no Campeonato Brasileiro.

Mais rodadas como líder e o único clube com retrospecto positivo como visitante na liga nacional. São marcas que mostram como o Palmeiras se tornou o time mais regular do futebol brasileiro nos últimos anos.

O próximo compromisso na liga nacional será no domingo, contra o Corinthians. A única má notícia é a ausência de Arias, suspenso pelo terceiro amarelo. O colombiano, no entanto, está à disposição na estreia da Libertadores, nesta quarta-feira, às 21h30, diante do Junior Barranquilla.

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