Benedetta, com história real de freira, discute poder da fé de forma ousada

13/01/2022 11h21


Fonte G1

 Imagem: Reprodução
Já adulta, Benedetta (Virginie Efira, de
Sexo e violência sempre foram fortes na filmografia de Paul Verhoeven, cineasta que se tornou popular com "RoboCop", "O Vingador do Futuro", "Instinto Selvagem" e "Showgirls".

Em "Benedetta", o diretor holandês de 83 anos adiciona outro item à sua já explosiva mistura: a religião. O resultado, nos cinemas a partir desta quinta-feira (13), impressiona pelo impacto e pela reflexão sobre os limites da fé.

Ambientada no século 17, a trama mostra a trajetória de Benedetta Carlini, enviada para o Convento de Madre de Deus, em Pescia, na Itália, ainda criança (Elena Plonka), pela família após pagar um dote à Madre Superiora Felicita (Charlotte Rampling, de "Operação Red Sparrow").

Já adulta, Benedetta (Virginie Efira, de "Elle"), passa a ter visões de Jesus a defendendo de ataques de homens que desejam matá-la. Ela acredita que Jesus deseja que a freira se torne a sua esposa.

A situação se torna mais complexa quando conhece a noviça Bartolomea (Daphné Patakia), que se torna sua companheira de quarto, para cuidar dela por causa de surtos que tem por causa de suas visões. Antes relutante, Benedetta acaba se afeiçoando por Bartolomea e as duas passam a viver um romance proibido no convento.

Só que, à medida que se envolve com Bartolomea, Benedetta começa a apresentar marcas no corpo que diz ter sido feitas por Jesus.

Os acontecimentos chegam aos ouvidos do núncio Alfonso Giglioli (Lambert Wilson, de "Matrix Ressurections"). Junto de Felicita, ele quer descobrir se a freira está falando a verdade ou é uma fraude.