Advogado de ex-namorado de Mércia vai entrar com recurso para apurar vazamento de informações

19/07/2010 11h18


Fonte R7

O advogado de Mizael Bispo, Samir Haddad Júnior, vai entrar na tarde desta segunda-feira (19) com uma petição no Fórum de Guarulhos para que a Justiça encaminhe uma notificação ao IC (Instituto de Criminalística). O objetivo é descobrir quem vazou informações preliminares do laudo, que ainda não foi finalizado, para a imprensa.

Pelos dados divulgados no último domingo (18) pelo programa Fantástico, da Rede Globo, os vestígios de terra encontrados no sapato do ex-namorado de Mércia Nakashima são compatíveis com o material localizado na represa de Nazaré Paulista, onde a advogada foi encontrada morta no dia 11 de junho.

Segundo Haddad, a divulgação atrapalha o andamento das investigações e cria uma falsa expectativa de justiça em relação à opinião pública.

- É um, absurdo, porque é uma prova técnica. É uma prova inconclusiva. Isso dá a falsa imagem de que o caso está sendo resolvido.

Procurado pela reportagem, o delegado Antônio de Olim, responsável pelas investigações, disse desconhece as informações vazadas. Ele disse que a previsão é que o resultado do laudo seja apresentado nesta sexta-feira (24).

Interrogatório

O advogado de Bispo informou que, nesta terça-feira (20), Mizael Bispo vai comparecer, às 11h, na sede do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) para um novo interrogatório.

Nova prisão

O delegado Antônio de Olim afirmou na última quinta-feira ao R7 que não deve mais pedir a prisão preventiva de Bispo até terminar de relatar o caso e o Ministério Público oferecer formalmente a denúncia contra o suspeito. Segundo o delegado, ele deve convocar o ex de Mércia para depor na próxima semana.

Na noite de quarta-feira (14), a Justiça de São Paulo suspendeu o pedido de prisão temporária de Bispo, que havia sido decretado no último sábado (10). Em sua decisão, o juiz Jayme Garcia dos Santos Jr. também negou a conversão da prisão temporária em preventiva - pedido feito pelo Ministério Público - "por falta de comprovação dos requisitos da medida".



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