CRM flagra grávida esperando atendimento há 12 horas na maternidade Evangelina Rosa - Notícias de Floriano - Floriano News

CRM flagra grávida esperando atendimento há 12 horas na maternidade Evangelina Rosa

Publicado 19 de maio de 2017 às 09:18 hs


Imagem: CRM-PI/DivulgaçãoCRM denuncia recém-nascidos internados em locais inadequados na Evangelina Rosa.(Imagem:Divulgação)CRM: pacientes após parto cesário há mais de 10 horas na sala de recuperação pós anestésica da MDER.

Uma fiscalização do Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) flagrou uma parturiente de Regeneração, que estava na porta da Maternidade Evangelina Rosa há 12 horas sem atendimento e não passou por regulação ou encaminhamento para avaliação do seu estado de saúde. Essa foi uma das irregularidades que o CRM flagrou durante vistoria realizada na unidade de saúde no dia 13 de maio. O relatório com as informações foi divulgado nesta quinta-feira (18).

O conselho, em parceria com o Ministério Público do Piauí, averigou alas do centro cirúrgico, onde faltam profissionais especializados suficientes para atender a grande demanda de partos cesarianas, bem como de locais adequados para recém nascidos (RN). O CRM flagrou ainda recém nascidos em estado grave que estavam internados dentro de salas cirúrgicas, onde eram realizados vários partos

“Os RN graves deveriam estar internados em ala própria. O grande problema constatado é que não há local apropriado e nem leitos disponíveis. Outros RN estavam internados em condições inadequadas, apenas com a utilização de berço aquecido e hidratação venosa, porém deveriam estar em leito de UTI neonatal e fora do COS, mas como não há vagas para todos, estão recebendo tratamento no local, de forma improvisada”,
diz trecho de texto com as denúncias.

O governo do Piauí foi procurado para comentar as denúncias, mas não mandou resposta até a publicação desta matéria.

Outra falha grave apontada pelo CRM-PI e pelo MPE é que na sala de recuperação pós anestésica, pacientes que deveriam ficar em observação por no máximo duas horas, ficam no setor por 12 horas ou mais, por falta de leitos disponíveis nas enfermarias, geralmente superlotadas. Ainda na sala de recuperação pós anestésica, nem todos os leitos possuem monitores cardíacos, nem oxímetro de pulso, o que é obrigatório pelas normas de saúde. Uma das salas do centro cirúrgico estava sem ar condicionado e o piso e paredes contêm rachaduras, acumulando lixo e poeira, que podem causar infecções.

Por conta de tantas irregularidades, o CRM-PI convocou uma reunião com secretários de Estado, como o de Saúde, Administração, Fazenda, o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Silvio Mendes, e diretores e gestores da MDER e de maternidades de bairros, além da diretoria da Central de Regulação do Estado. Segundo o conselho, o objetivo é buscar soluções prática, principalmente para acabar com a superlotação e a falta de condições de trabalho e de estrutura na MDER.

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Fonte G1 PI

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