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Morte de John Lennon completa 31 anos

Publicada em 08/12/2011 às 13h30 Tamanho da fonte: Aumentar tamanho da fonte Diminuir tamanho da fonte



Imagem: DivulgaçãoClique para ampliarJohn Lennon(Imagem:Divulgação)John Lennon

Mark Chapman já tinha estado no local do crime, horas antes. Chegou a pegar um autógrafo do seu ídolo, John Lennon. Mas, quando voltou à noite, para a frente do edifício Dakota em Nova York, sua intenção era outra. Quando Chapman viu seu ídolo pela segunda vez naquele dia, não hesitou: meteu-lhe cinco tiros nas costas.

O mundo chorou a morte de John Lennon em 8 de dezembro de 1980, há exatamente 31 anos. Uma década antes, Lennon tinha decretado o fim do sonho hippie. Mesmo assim, o músico atravessou os anos 70 fiel aos seus ideais, criticando autoridades e a hipocrisia oficial, divulgando mensagens pacifistas e pregando uma maneira diferente de olhar o mundo.

Com a morte de Lennon, o sonho parecia, agora sim, irremediavelmente perdido. Entravam os anos 80: dali a um mês, Ronald Reagan tomaria posse como presidente dos EUA. A ameaça de guerra nuclear voltaria a níveis críticos.

MUDOU TUDO

Músico, compositor, cantor, guitarrista, produtor, popstar, celebridade, militante político, pacifista, gênio: existem muitas maneiras de categorizar John Lennon.

Por qualquer ângulo que se olhe, porém, a conclusão é a mesma: esse garoto de Liverpool, filho de Julia e Alfred Lennon (um casal de origem modesta), mudou a cara da cultura popular para sempre.

Com os Beatles, fez música que conseguia ser pop, inovadora, experimental e diversificada ao mesmo tempo em que vendia mais discos que qualquer outro artista da época (e que a maioria dos artistas de outras épocas também).

Mas a revolução cantada e realizada por Lennon não aconteceu só no aspecto estético, musical. Ele, e a geração da qual era um dos porta-vozes, conduziram a música a um papel maior na sociedade. Quando os Beatles e John Lennon estavam no seu auge, pareceu realmente possível a música mudar o mundo.

Não foram só hippies chapados que acreditaram nisso. As autoridades americanas morriam de medo da influência que Lennon pudesse ter na juventude de seu país, com suas mensagens anti-guerra e anti-sistema. O cantor foi monitorado pelo FBI por anos, quase sendo deportado dos EUA (tudo isso foi retratado no documentário Os Estados Unidos Contra John Lennon).

Nesta quarta (8), quando se completam 30 anos de seu assassinato, milhões de fãs prestarão homenagens por todo o planeta.



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Fonte: Virgula
  
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