A Borboleta e o Lírio

25/05/2019 11h52

A Borboleta e o Lírio.
Borboleteando por sobre o jardim. Voa a borboleta Belinha. Quando a fé avista um velho lírio, assim tão cabisbaixo. A borboleta voou até ele e falou:
– O que foi, amigo lírio? Porque está tão cabisbaixo?
O velho lírio respondeu:
– Você sabe como é, amiga borboleta. A idade vai chegando. O néctar vai secando. O pólen vai se acabando. E sem isso, as abelhas, os beija-flores, até as marias-fedidas, enfim, vão todos te abandonando...
– Não pense assim, amigo lírio. Não estou eu bem aqui, conversando com você? E alegre-se estamos na primavera!
De repente paira ali perto um beija-flor. Mas sem notar o velho lírio. Bateu asas e foi-se embora. logo atrás surgiu uma abelha. Mas, sem notar também o lírio. Bateu asas e foi-se embora.
– Não te disse! – continuou o lírio – Parece que só temos serventia quando somos jovens mesmo.
– O que é isso, amigo lírio! Você sabe como são os beija-flores. Vivem Sempre Apressadinhos.Só pensam em comer, comer... Deveras! Precisam comer mais do que seu próprio peso todo santo dia. Por isso, não dão atenção pra ninguém não. As abelhas, pior! Vivem a trabalhar, trabalhar... Não param um só segundo pra descançar. Quanto mais pra conversar! Eu no meu caso. Gosto de viver sossegada, conversando, ouvido histórias das plantas, das flores. Principalmente das mais velhas.
– Que bom, amiga borboleta, que você é diferente...
– Aliás! – exclamou a borboleta. Ainda não experimentei o seu néctar.
– Pois está servida. Fique à vontade.
– Ah! Que delícia! Dizem que o néctar das flores mais velhas. É como o vinho. Quanto mais velho melhor.
Assim, a borboleta ia todos os dias conversar com o velho lírio. E saborear o seu delicioso néctar.
Más depois de certo tempo, a borboleta não apareceu mais. O lírio ficou tão triste. Pois gostara muito da borboletinha.
“Decerto ela enjoou de mim.” Pensou o velho lírio.
Mas de repente, pra alegria do velho lírio. A borboleta apareceu. Porém, não estava mais tão alegre, nem radiante como antes.
Olá, a-mi-go lí-rio, des-cul-pa não ter vin-do an-tes. Te-nho an-da-da me-io do-en-te...
– Oh, minha amiga borboleta. E eu achando que você tinha me abandonado também. Que tolo fui eu!
– O que é is-so, ami-go lí-rio. Ja-ma-is te es-que-ce-rei...
Bem, o tempo passou... A primavera acabou... O verão por fim chegou.
E os nossos amigos, a borboleta e o lírio?
Pois é. Morreram juntos abraçados. Como prova de deu grande amor e amizade.
Moral da história: Amigos de verdade, estão cada vez mais raros hoje em dia.


Borboleteando por sobre o jardim. Voa a borboleta Belinha. Quando a fé avista um velho lírio, assim tão cabisbaixo. A borboleta voou até ele e falou:
– O que foi, amigo lírio? Porque está tão cabisbaixo?
O velho lírio respondeu:
– Você sabe como é, amiga borboleta. A idade vai chegando. O néctar vai secando. O pólen vai se acabando. E sem isso, as abelhas, os beija-flores, até as marias-fedidas, enfim, vão todos te abandonando...
– Não pense assim, amigo lírio. Não estou eu bem aqui, conversando com você? E alegre-se estamos na primavera!
De repente paira ali perto um beija-flor. Mas sem notar o velho lírio. Bateu asas e foi-se embora. logo atrás surgiu uma abelha. Mas, sem notar também o lírio. Bateu asas e foi-se embora.
– Não te disse! – continuou o lírio – Parece que só temos serventia quando somos jovens mesmo.
– O que é isso, amigo lírio! Você sabe como são os beija-flores. Vivem Sempre Apressadinhos.Só pensam em comer, comer... Deveras! Precisam comer mais do que seu próprio peso todo santo dia. Por isso, não dão atenção pra ninguém não. As abelhas, pior! Vivem a trabalhar, trabalhar... Não param um só segundo pra descançar. Quanto mais pra conversar! Eu no meu caso. Gosto de viver sossegada, conversando, ouvido histórias das plantas, das flores. Principalmente das mais velhas.
– Que bom, amiga borboleta, que você é diferente...
– Aliás! – exclamou a borboleta. Ainda não experimentei o seu néctar.
– Pois está servida. Fique à vontade.
– Ah! Que delícia! Dizem que o néctar das flores mais velhas. É como o vinho. Quanto mais velho melhor.
Assim, a borboleta ia todos os dias conversar com o velho lírio. E saborear o seu delicioso néctar.
Más depois de certo tempo, a borboleta não apareceu mais. O lírio ficou tão triste. Pois gostara muito da borboletinha.
“Decerto ela enjoou de mim.” Pensou o velho lírio.
Mas de repente, pra alegria do velho lírio. A borboleta apareceu. Porém, não estava mais tão alegre, nem radiante como antes.
Olá, a-mi-go lí-rio, des-cul-pa não ter vin-do an-tes. Te-nho an-da-da me-io do-en-te...
– Oh, minha amiga borboleta. E eu achando que você tinha me abandonado também. Que tolo fui eu!
– O que é is-so, ami-go lí-rio. Ja-ma-is te es-que-ce-rei...
Bem, o tempo passou... A primavera acabou... O verão por fim chegou.
E os nossos amigos, a borboleta e o lírio?
Pois é. Morreram juntos abraçados. Como prova de deu grande amor e amizade.
Moral da história: Amigos de verdade, estão cada vez mais raros hoje em dia.



Fonte João Terranova

Tópicos: borboleta, flores, lírio