PF identifica 4 pagamentos de precatórios que somam R$ 452 mil

30/06/2016 07h25


Fonte G1 PI

A Polícia Federal identificou quatro pagamentos de precatórios que somam R$ 452 mil que seriam pagos fraudulentamente à organização criminosa alvo da operação Lázaro, deflagrada nesta quarta-feira (29) em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Piauí e Maranhão.

Os valores foram que depositados em nomes de outras pessoas, cujas contas foram bloqueadas pela Justiça Federal sul-mato-grossense, com outras 28 contas de pessoas físicas e jurídicas identificadas durante a investigação e que eram utilizadas para movimentar o dinheiro dos golpes.

Segundo a PF, o objetivo da operação foi desmantelar o grupo que fazia saques fraudulentos para recebimento de precatórios que tramitam na Justiça Federal de Campo Grande. Foram presos um advogado e cinco empresários.

Os mandados de prisão foram cumpridos em Diadema (SP), São Bernardo do Campo (SP), São Paulo, São Luiz e Teresina. Além disso, foram cumpridos cinco mandados de condução coercitiva em Jundiaí (SP), são Paulo e na capital do Maranhão.

Os policiais ainda cumpriram mandados de busca e apreensão em oito locais. Entre as apreensões estão 12 veículos de luxo e joias. A PF calcula que o prejuízo tenha chegado a R$ 10 milhões.

Investigação
Conforme a PF, a operação Lázaro é a segunda fase da Triângulo dos Precatórios, desencadeada no final de 2015. A estimativa é que a fraude tenha causado prejuízo de R$ 10 milhões ao poder público e a herdeiros das pessoas que tinham de fato o direito ao precatório.

De acordo com a PF, os suspeitos obtinham informações sobre os precatórios, davam entrada nos pedidos, passavam procurações para as devidas movimentações processuais e conseguiam sacar o dinheiro.

Ainda segundo a PF, o dinheiro ilícito era utilizado para compra de veículos esportivos importados e de alto luxo. A maioria dos precatórios era de pessoas já falecidas e por isso o nome da operação de Lázaro, em alusão à passagem bíblica do retorno de Lázaro à vida.

A suspeita da PF é de que, após o aval judicial, o dinheiro era depositado em contas de pessoas físicas e jurídicas "laranjas" e então sacado pelos estelionatários. Os saques eram feitos em municipios de São Paulo, Maranhão e Piauí.

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Tópicos: dinheiro, mandados, pessoas